Meu amigo Besouro me ensinou:

Se o tempo me desse tempo

Eu daria tempo ao tempo.

Mas como o tempo nao me da tempo,

Eu nao dou tempo ao tempo.

 

No facho... abro uma fresta de luz. Penetro.

E dalí tiro todos os prazeres da vida.

Sem tempo nem misterio.

Apenas a lembranca de sua figura no portico do quarto.

Onde nos acoitavamos, enquanto chovia la fora...

De resto, uma gargalhada gostosa de prazer e gozo. Chegou o inverno...

SUZANA E JAMMIL

 

João Makiesse.

 

 

O romance de ambos já completava quase cinco anos, mas não havia nenhum plano fixo, apenas casual e, sobretudo uma grande tesão a cada encontro. No inverno latino ela quase sempre se encontrava no verão europeu, enquanto no inverno europeu ela corria para os trópicos, curtir o verão latino, o caliente swing baiano. Ele aguardava ansioso o seu retorno, naturalmente alheio a qualquer compromisso que amarrasse ambos. Nessa primavera, ela retornou sem lhe dar sinal de vida; soube de sua chegada por um acaso numa troca de e-mails e que já estava em sua terra.

A partir desse momento, viveu ansiosamente a perspectiva do reencontro com toda a carga de energia e tesão acumulados durante o longo período de ausência. Varou noites, pensativo, viajando na sua estatura mediana com contornos bem definidos sob aquelas roupas de estilo leve e zen. Sim, a sua viagem na figura feminina que lhe encantava era de todo completa, formando um quadro foto-optico de um prazer sem igual. Apreciava vê-la, desde quando chegava e adentrava o carro, sentando acolhedoramente no banco do carona. Seu perfume inebriante lhe penetrava as narinas enquanto recebia aquele saboroso beijo de saudação.

Havia dois motivos especiais para comemorarem nesse reencontro: a chegada, depois de tanto tempo solta no velho mundo (ele por principio não queria nem saber o que se passara por lá) e, a despedida do ano velho, pois já estava em dezembro.  Marcaram uma data no meio a tantas que acontecem no fim de cada ano. Havia um novo cafôfo, uma casinha para apanhá-la e uma grande expectativa encheu sua cabeça dos mais variados pensamentos. O ponteiro do relógio marcava 8 h da noite quando ele parou o carro no novo endereço indicado; ele apareceu divina na soleira da porta se dirigindo ao portão para aquele encontro que seria uma noite memorável. A música escolhida foi “The look of the love” com Diana Krall. As mãos se entrelaçaram e uma forte energia estabeleceu uma corrente verdadeiramente fantástica. Saíram para um lugar onde pudesse estar tranqüilos, comer algo e colocar a conversa em dia. Tantas coisas, tanta sinergia, tanto carinho, que logo cresceu aquela vontade louca de estarem a sós, num lugar aconchegante, onde todas as caricias pudesse fluir num ritmo delicioso e alucinante ao mesmo tempo. Sim, sua diretriz sempre foi deixar fluir...

Na seqüência, logo estavam na entrada de um motel da orla escolhendo a suíte luxo. Ambos adoravam uma sauna de motel. A entrada da suite, depois de se liberarem dos babilaques habituais, ele se dirigiu ao frigobar, retirou uma garrafa de champagne e depois de estourar serviu em duas taças para brindar aquele momento maravilhoso. Brindaram e, sutilmente se conduziram ao banheiro onde se localizava a sauna. Daí, deu-se inicio a um momento mágico quando ela suavemente abriu os botões da blusa branca deixando a vista o seio, ainda com soutien deixando antever uma imagem supremamente cálida e inebriante. Retirou a blusa e, vagarosamente o soutien de massa também branco, que cobria aquelas pequenas maçãs, mais que peitos, deliciosamente bem formados, no tamanho exato daquilo que sua boca desejava. Ele fez pequenas caricias, devaneios de mãos percorrendo aquele corpinho de menina na estrutura de uma mulher.

            Outras peças da vestimenta foram caindo e, até por fim, ah!... a calçinha, aquele pequeno troféu maravilhoso, mas que seria deixado de lado diante daquele monumental relicário em carne viva, tenra e caliente.

            Seus corpos, ah...  Seus corpos, já inebriados daquele momento de êxtase e volúpia, adentraram a sauna deixando-se envolver pelo aroma do vapor de eucalipto e, hipnotizados deixaram envolver-se numa sessão de toques sutis, induzidos por gestos e habilidades de mãos, dedos e lábios que lhes conduziram a uma extrema excitação e loucura. Ah... mais champagne. Seus lábios molhados, línguas, alta temperatura em todos os sentidos. Ela suavemente lhe fazia caricias desde os mamilos, baixando vagarosamente pelas laterais da virilha, até segurar a glande acariciando-a com lambidas intermitentes e de forma peculiar, deixando o seu parceiro completamente alucinado.

- Assim eu vou gozar Linda. Sussurrou ele quase no ponto.

- Goze amor, me deixa desfrutar desse seu suco maravilhoso.

- Ainda não Linda...

            Calmamente, ele interrompeu aquela ação iniciando um banho de gato naquele corpinho, partindo da ponta daqueles peitinhos maravilhosos... Ah... que viagem. Sua língua atravessou a barriguinha molhada, suada de tanto vapor, ate chegar ao paraíso de sua vulva que mais parecia um pote de mel. Sua língua iniciou então, uma série de exercícios circulares em torno daquele clitóris minúscula que ao mínimo toque da ponta lingual lhe deixava completamente enlouquecida.  Não havia posições, dentro da sauna não tinha mais espaço para tanta tesão e o caminho para um orgasmo louco e ensurdecedor estava próximo.

            Molhados, enrolados em toalhas correram para a cama; no aconchego daquela alcova redonda recobriram seus corpos de ânsia e volúpia, preenchendo espaços sem pressa, até que como num desenlace natural e na seqüência de mais preliminares, ele lhe penetrou suavemente de forma profunda, fazendo caricias lubrificantes com o maior de todos no seu anus, de forma a deixá-la preparada para uma segunda incursão. Cavalgou-a vigorosamente com estocadas firmes, enquanto derramava caricias por seu pescoço, boca e ouvidos.

            Seus corpos estavam extremamente enlaçados a ponto de se delirarem nessa viagem de luxuria e gozo. Enquanto mãos vagavam deliciosamente por sobre seus corpos, num acariciar ao mesmo tempo lento, selvagem e enlouquecedor, seu membro mergulhava profundamente naquela gruta, que como um pântano, estava prazerosamente lubrificada. O momento supremo foi se aproximando até que um gozo abundante se fez numa explosão colossal de urros e gemidos...

 

ROTEIRO DE VIDA.

1.   Gameleira do Assuruá, Chapada Diamantina, Bahia.

- Estarei lá para carregar o Andor de Santana e ver meu povo.

2.   Xique-Xique, Bahia, Brasil.

- Das margens do São Francisco para as margens...

3.   Salvador, Bahia, Brasil.

- Onde eu nasci...

4.   Londres, Inglaterra.

... para as as margens do Tamisa. Onde ganhei nova consciência.

5.   Luanda, Angola, África.

- Das margens do Tamisa para as margens do Kwanza. Onde comecei com Marce a construção de uma nova vida.

6. Geneve, Suíça.

- A passagem de um sonho.

7. Salvador, Bahia.

- O retorno para a construção de um porto seguro e a educação dos nossos filhos...

8. Vale do Capão, Caeté Açu, Chapada Diamantina.

- A reformatação do meu chip e a recarga de energia.

9.London, England. O retorno..

... ainda meu sonho.

A CHINA E O MEU PAIS!!!!!

Minha viagem a China comecou dia 16 de outubro quando parti de SSA para SP, dai para Miami, fazendo conexao para LA e de la atravessando o Pacifico por quinze horas ate Guandgzhou. Nem deu tempo de tirar o sono. Pisei, como diz tia Ondina. Fui direto para uma Feira e uma Conferencia no Grande Pavilhao de Feiras. Imagine milhoes de pessoas ao seu redor. Milhares, e todas numa intensidade espetacular. E o objetivo e um so. Fazer negocios e crescer. Parece que uma ofensiva generalizada para recuperar o tempo perdido.

Ontem percorri a pe varios mercados chineses. Qual o produto que voce quer? Tudo, absolutamente tudo, esta disponivel, em varios niveis de qualidade e naturalmente precos.

Estou no 17o. Andar do Riverside Garden. A minha frente se descortina o Rio Perola. A paisagem e maravilhosa e a palavra comunismo virou um significado tao distante.

Quero comecar um artigo dizendo que os comunistas, a esquerda festiva brasileira, aquela que esta nos cargos publicos agora, devia comecar uma reciclagem visitando a Chima. E de corar.

Posso encher pagina e paginas, mas hoje mesmo sendo domingo aqui estao trabalhando e preciso entrar no ritmo.

 

 

 

DEPOIS DE UM LONGO TEMPO.

Muito se passou para chegar ate aqui. O ermo da solidao desgarrada de nenhuma atividade extra rotina. E so expediente.E nada parece acontecer dentro de voce quando a fase nao lhe provem.

Que queres?

Que te gustas?

Como puedo te ayudar?

Asim es...

total ENVOLVIMENTO total

quando estou com voce

lembro de todas voces

envolvimento total envolvimento

tres cabeças, tres corações

como frutas maduras

frutas femeas manga jaca sapoti

tres mulheres maravilhosas

caminhando e vencendo sobre a terra

sobre o rio, sobre o mar

e a montanha..

 

MUDANDO DE RUMO

COM PRESSA

NUM LANCE SÓ.

aqui vou eu

 

 

HAI KAI

Itaparica

Marce Manga Mar

O amor que fica.

ALBERTO SAMPAIO, o cara.

Quem não conheceu tio Alberto não sabe o que perdeu

Andei no seu jipe passando pelo Brejinho das Goiabas,

Riacho da Folha Larga, parando no Sapé, abrindo lata de farinha Láctea

Admirando a Lagoa da Itaparica de cima do corte de Andarilho.

Foi ali que eu criei a historia da Jaguatirica alvasã

Pra contar a minha turma da Gameleira e deleite da minha mulher

E de meus filhos. Encantados com a prosa...

Mas a historia da Jaguatirica eu conto depois, levantando a mão para mostrar o tamanho

 

Hoje eu quero falar de Alberto Sampaio, quero chorá-lo...

Se você não o conheceu, posso dizer que ele era o cara.

Quero ser torto como você Alberto Sampaio, o espinhaço segurando trampo

Foi ele quem fez a minha primeira fotografia com sua Kodak quadradona

Fez também da minha irmã Vera com seu vestido rodado e mangas cheias

E de toda sua família. Ele foi bom nisso, nesse negocio de fazer família.

Portas abertas para o mundo, para tudo e para todos, assim foi.

Nunca deixei um dia de parar na sua casa descendo a avenida.

 

Alberto Sampaio reunia inteligência, determinação e princípios.

Vou viver tendo de você sempre uma gratissima lembrança

Penteando o meu cabelo com o seu lambido

E dando umas tiradas... Ou cara!!!

Eu te amava muito, como a meu pai. Adeus grande homem!

 

Miami, FL, USA, 20/09/2006.

 

"OPERANDO SOB ALTA TENSÃO SEXUAL"

Hoje, como ontem, caminho dentro de uma perspectiva altamente tensionada,

dando cabo de todo meu carregamento enérgetico.

O processo cerebral é contínuo, tem que ser contínuo,

dentro da minha capacidade de renovação de energias.

E isso é altamente gratificante, levando em conta meu prazo de validade.

HEAVY DUTY

O jogo é pesado em função da duplicidade, que envolve a questão psicologica e física

Atendendo em dose dupla as baterias ficam completamente descarregadas,

provocando consequentemente uma alta tensão emocional

HOT PURSUIT!!!

Carrego sua cria aqui nos bagos

chorando, sorrindo e me enchendo o saco.

 

 

TEM CORAGEM DE MAMAR EM ONÇA...

(Anonimo Popular de Xique-Xique)

Somente tanta convivencia para aprender coisas novas

Nas manhãs, nas tardes, nas noites, nos lugares mais incriveis.

Vamos fazendo nosso dicionário, seguindo nossas vidas.

Para alem da imaginacao...

estou no mundo de novo entre portas que se abrem

estou num clarao de luz que so eu mesmo entende

de onde vem a luminosidade

estou em santiago da compostela mas o meu mundo vai mais alem

estou em varanasi, bombay ou macau

olho entre pessoas janelas e casas e as imagens se confundem

estou mais alem estou com alguem estou...

 

gramo... curtir o novo nos fatos que a vida me impoe. Operar no limite da irresponsabilidade. Voar ao sabor do vento e conquistar ate um primeiro beijo. Programar um proximo encontro e encantar. Uma viagem, passeios, um quarto de hotel, talvez numa beira de estrada, numa cidade do interior ou mesmo numa metropole. A novidade, o novo e voce.. Seu porte monumental, me cobre toda a vista e meu coracao dispara. Gramo curtir esse momento essencial nas nossas vidas. Maktub!

 

SANTO INÁCIO E GAMELEIRA DO ASSURUÁ:

DOIS PARAISOS NA SOLIDÃO DA CHAPADA.

João Makiesse(*)

 

Na parte desconhecida, na ponta da Chapada Diamantina, no ermo da solidão das gerais, no município de Gentio do Ouro, Bahia, ficam localizadas as vilas de Santo Inácio e Gameleira do Assuruá, uma distante seis léguas da outra, verdadeiros monumentos ecológicos da natureza, bem como exemplos de auto-sustentação, tenacidade e fé de seus 500 habitantes cada.

O acesso a essas vilas foi por muito tempo difícil e quase tudo chegava lá em lombo de burro; depois foram os jipes que trafegavam praticamente por cima do lajedo, subindo a serra, de onde os viajantes podiam vislumbrar a belíssima paisagem da Lagoa da Itaparica. Adornada por pés de carnaúbas, o bolsão de água formado pelo Rio São Francisco durante a cheia, que de tão grande e espraiada mantém o espelho d’água durante todo o ano, mesmo durante a seca, com uma piscosidade incrível, fornece surubins, mantrinchãs, curimatás, pocómons e piranhas.

Santo Inácio é uma réplica em miniatura de Lençóis. Com seus veios de diamantes aparecendo quase a flor da terra, a vila foi fundada por garimpeiros oriundos de Lençóis e Palmeiras, que alcançaram o local por cima da chapada na busca de diamantes. A influência (do diamante) foi forte e a vila floresceu com rapidez. O detalhe mais incrível é o jardim da praçinha calçado com cristal de rocha, fazendo um prisma maravilhoso com os raios do sol. Na aparência, a vila não tem casas de taipa, são todas de fachada de alvenaria; é que o Intendente (prefeito nomeado) da época, baixou uma Postura em que todos os proprietários de casa foram obrigados a construir a "fachada" para dar boa impressão aos visitantes compradores de diamantes que vinham de várias partes do mundo.

Ao redor, os grandes blocos monumentais de pedras formam figuras humanas e de animais, com um equilíbrio inimaginável, como a famosa "pedra do balanço". No caminho, personagens como Sinhá Lió, no aprazível Brejinho das Goiabas. Ali se estabeleceu depois de uma grande paixão e passa seu tempo "criando filhos dos outros". Depois, a Barragem que fornece água a vila sem precisar motor, apenas por gravidade. É tanto lajedo que os canos correm na veia da terra, por cima de pedra. E finalmente o Coelho, com seu poço misterioso, cuja a profundidade nunca foi possível medir.

GAMELEIRA DO ASSURUÁ.

O viajante segue para Gameleira do Assuruá extasiado com aquela paisagem monumental. Passando pelo Riacho da Folha Larga, poético com seu oratório místico, e subindo o Corte do Andarilho; quando se pensa que a Lagoa tinha ficado para trás, o esplêndido espelho d’água se mostra novamente exuberante, contagiando de verde e água aquele imenso tabuleiro. Na subida do Sapé (corruptela de "só a pé"), jaguatiricas cruzam a estrada, desconfiadas e belas. Gameleira desponta no Curral de Pedras.

Gameleira do Assuruá, com sua constelação de serras, tem uma concentração de energia verdadeiramente fantástica. A rua principal e quase única com seu areal e suas mungubeiras gigantes, oferecem aos visitantes as visões da serra de qualquer ângulo. A magia do lugar faz com que os corpos recebam uma recarga poderosa e sana de energia, que os coloca num mundo de paz e conforto.

Estando lá, é só chamar o "nosso amigo" Verga (verga mas não quebra) para que lhe conduza a desfrutar os arredores; com certeza ele vai lhe levar a Volta, também conhecida como o Escorrega. O lugar é composto por um conjunto de corredeiras de vários Riachos no pé da serra, que só se acessa a pé ou de jipe. O conjunto de corredeiras formam vários "escorregas", poços e pequenas cachoeiras, adornados por centenários pés de buritis, palmeiras, mangabeiras, coalhadas de pássaros raros como o Pássaro Preto, o Sofrê, a Pêga, que nos proporcionam melodiosos concertos em perfeita comunhão com a natureza. O local tem estrutura para acampar e uma rígida exigência dos nativos para se manter a limpeza. Dizem que se chama a VOLTA porque aquele que vai lá uma primeira vez só fica pensando em voltar.

De lá é possível acessar outro sitio ecológico chamado "As Nuvens", de tão alto em cima da serra, apenas chegando em lombo de mula. Você ficará impressionado com os imensos campos de mangabeiras nativas.

Voltando à vila, visite as casas de farinha comunitárias e prove dos vários tipos de "beijus" que os nativos fazem, sendo os mais gostosos aqueles feitos nos fogões a lenha com chapa de pedra. Prove também um "biscoito duro" (é preciso ter dente). O prato principal da culinária local é o "Capão ensopado". O capão é um galo caipira de esporão, cuja a carne é meio dura, mas que cozinhado com todos os temperos locais forma um molho maravilhoso. Acompanha arroz de brejo (selvagem), verduras e uma boa farinha torrada de fabricação própria.

Não deixe de provar e comprar os doces das doceiras de lá; buriti, puro leite, murici ( meu preferido), goiaba vermelha, delícias.

Verga vai lhe levar também nos vários alambiques locais, que fazem a "pinga Assuruá", em pequenas quantidades e de forma bastante artesanal. Em cada visita ele vai tomar a sua dose, pois é "chegado". No alambique de Raulino, você além da pinga, pode tomar uma boa água de coco com canudo ecológico, feito do talo da folha do mamoeiro.

Bon voyage!

(*) Esse trabalho foi feito por solicitação do Programa "Na Carona" da TV BAHIA.

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